quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Hiperplasia e hipertrofia

Hiperplasia e hipertrofia:

                Hiperplasia é um aumento da proliferação celular provinda de extímulos internos ou externos.  Existem dois tipos de hiperplasia: A fisiológica e a patológica. Sendo o primeiro tipo sendo dividida em duas condições: Hiperplasia compensatória que envolve o aumento da multiplicação celular após um dana, e a hiperplasia hormonal que procura aumentar a capacidade funcional. A hiperplasia ocorre durante a maturidade e durante o processo de crescimento, uma vez que nesses períodos a quantidade de gorduras nas células alcança e em alguns casos excede o limite de sua capacidade.

                A hipertrofia, por outro lado, é o aumento da massa celular. Não há divisão celular, mas um aumento do volume para condições onde a fibra muscular precisa de adaptar para aumentar um peso maior do que antes carregado.  Além disso, a hipertrofia se explica dá pela ativação da lipólise e pela síntese de ácidos graxos e triglicerídeos.

                Em casos de obesidade, em primeiro lugar com o aumento do peso é notável a hipertrofia e em seguida a hiperplasia das células. Seres humanos que possuem peso em excesso tentem a ter um aumento das células adiposas.


                                                                  Clara Rodrigues

Fontes:
 https://www.youtube.com/watch?v=QkRo0NRCINs
https://www.youtube.com/watch?v=o3NfarvbZ_E
http://www.treinoemfoco.com.br/textos-tecnicos/hiperplasia-dos-tecidos-de-gordura/

http://quintalpilatesgh.blogspot.com.br/2012/03/obesidade-hiperplasia-x-hipertrofia.html

Cortisol

Cortisol






O cortisol é um hormônio sintetizado pelas glândulas adrenais, que esta relacionado com o nivel de estresse no organismo ,pois a sua secreção contínua juntamente com a leptina esta vinculada com o stress agudo.O estresse  mostra uma alteração na homeostasia (equilíbrio e conservação do metabolismo).
O cortisol gera efeitos no metabolismo, pois tem a capacidade de  conservar   a glicemia em jejum aumentando a síntese de glicogênio no fígado, “impulsiona” a lipólise no tecido adiposo, ajuda na degradação de proteínas no músculos, auxilia na manutenção muscular e tem ação importante na maturação do feto.
Porém  altos níveis de cortisol trazem efeitos adversos: aumento dos batimentos cardíacos, sudorese, aumento dos níveis de açúcar no sangue, insônia, mudanças de humor, diminuição da memória, diminui a imunidade do nosso organismo e acaba com a proteínas do corpo. A liberação de cortisol muda de pessoas para pessoa. Ao mesmo tempo em que um organismo libera muito cortisol de ante de uma situação de estresse outro pode liberar níveis menores. Esta sendo observados que ínvidos que produzem altos níveis de cortisol tem uma tendência a comer mais comida particularmente carboidratos comparados a indivíduos que tendem a liberar menores concentrações desse hormônio. Com isso podemos inferir que o estresse pode gerar um ganho de peso
A obesidade é um efeito que esta ligada com altos níveis de cortisol, pois o cortisol quando é excretado aumenta a síntese de glicogênio no fígado dificultando à ação da insulina gerando uma hiperglicemia que causará uma resistência a insulina. Tendo relação ainda com o deposito de gordura principalmente da região do abdômen. Em pessoas obesas foi observado que a atividade da enzima que transforma corticosterona em cortisol esta bem mais aceleradas comparada a níveis normais. Após a ingestão de gorduras pessoas obesas formaram duas vezes mais cortisol. Foi observado ainda os níveis de gordura visceral com o aumento da atividade da glândula adrenal em pessoas que possuem depressão, devido a ativação de cortisol, ou grande parte dele ser feita no tecido adiposo isto estimula o eixo hipotalâmico que aumentará a produção de cortisol causando o excesso de acumulo de gordura.

Luisa Roberta Bernardes
Bibliografia:


Síntese de Corpos Cetônicos

Síntese de Corpos Cetônicos



Corpos cetônicos são três compostos (acetona, acetoacetato e β- hidroxibultirato) que possuem grupo funcional cetona. São resultados da degradação de aminoácidos, ácidos graxos e lipídios e são sintetizados nas mitocôndrias dos hepatócitos (células do fígado). Essa síntese é denominada Cetogênese.  


A Cetôgenese ocorre devido ao excesso de acetil- CoA causada pela a falta de insulina que causara  uma hiperglicemia no sangue  obrigando o corpo a compensar a falta de glicose na células com a quebra de ácidos graxos tendo uma maior disponibilidade de acetil- CoA . Duas moléculas de acetil- CoA se unem e depois são catalisadas pela tiolase para produzir acetoacetil- CoA, antecessor dos três corpos cetônicos. O acetoacetil- CoA condensa-se com acetil- CoA  formando β-hidroximetilglutaril- CoA que será dividido produzindo acetil- CoA e acetoacetato livre. O acetoacetato poder sofrer redução formando um dos dois outros corpos cetônicos acetona (descarboxilado pela a enzima acetoacetato descarboxilase) e β-hidroxibutirato (catalisado pela a enzima D-β-hidroxibultirato desidrogenase). O β-hidroxibutirato é  transportado como combustível para os tecidos extra hepáticos que será convertido em acetoacetato. A acetona não é metabolizada pelo organismo e é expelida pelos pulmões e pela urina. 


A cetogênese  é algo normal no nosso organismo utilizada como fonte de energia para músculo cardíaco, esquelético e neurônios porém quando ocorre em excesso como na diabetes tipo 1 e longos períodos em jejum  acaba se tornando uma patologia. Essa situação é conhecida como Cetose que é quando ocorre uma grande quantidade de corpos cetônicos no sangue  ocasionando podendo ocasionar uma acidose (diminuição do ph do plasma sanguíneo).

Luisa Roberta Bernardes

Bibliografia:
  

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Plantas medicinais utilizadas no tratamento da obesidade

A demanda de pacientes que procuram uma maneira alternativa de se tratar a obesidade vem crescendo sem dúvida (principalmente no Brasil, onde sempre há a opção de aplicar o ˜jeitinho brasileiro˜) e pode ser tão efetivo quanto à um fármaco produzido em laboratório desde que seja prescrito por um nutricionista ou médico especialista o uso dessas plantas medicinais que auxiliam na perda de peso.

A tabela completa apresenta 59 espécies de fitoterápicos (alguns deles necessitam de prescrição médica por decreto da ANVISA e outros não), citarei alguns dos mais interessantes:





  •  Kochia scoparia: Retarda a absorção intestinal de gordura.






  • Vitis vinifera: Ação inibitória sobre enzimas que metabolizam gordura, sugerindo a possível utilização para limitar a absorção de gordura e acúmulo da mesma no tecido adiposo. (o que se usa são as sementes da uva e não o fruto).




  • Panax ginseng: Redução do peso corporal e ingestão alimentar e efeitos benéficos sobre o metabolismo da glicose e controle de peso corporal.






  • Hoodia gordonii: Redução de 50% a 60% de apetite. 








  • Cynara scolymus L.: Atividade anti-lipidêmica, retarda o esvaziamento gástrico.





LEMBRE-SE: Esses medicamentos fitoterápicos devem ser prescritos e ministrados por médicos especialistas na área.


Vinícius Magalhães

Interações medicamentosas

A interação medicamentosa acontece quando os efeitos e/ou a toxicidade de um medicamento é de alguma forma alterado pela presença do outro. Os resultados podem até ser positivos em alguns casos, causando o aumento da eficácia de alguns, mas também podem ser bastante negativos, inativando um deles, causando algum tipo de toxicidade ou idiossincrasia (condição única do paciente, logo você estaria piorando a sua doença de um jeito individual). Cerca de 50 a 70% das interações podem ser previsíveis e podem ser prevenidas.

Alguns exemplos citados no artigo sobre fármacos que podem agravar ou acarretar em doença grave são: 


  • Hormônios da tireóide: Produz uma diminuição significativa de peso por aumento do metabolismo, pode causar hipertireoidismo (que é necessário para perder peso), mas pode causar um quadro de tirotoxicose no paciente, tornando-o o tratamento mais complicado e arriscado, além de provocar um aumento de contração cardíaca e os possíveis riscos dessa alteração.
  • Diuréticos: Podem provocar hipopotassemia (liberação do potássio pela urina) o que pode causar quadros graves expondo o paciente a uma toxicidade relativamente alta.
  • Componentes vegetais: Em associação com anorexígenos podem associar o efeito laxativo de alguns vegetais e a capacidade de saciedade devido a retenção de água dentro do estômago. A cáscara sagrada é um clássico e ótimo vegetal com atividade terapêutica laxativa.

No Brasil existem poucos estudos que informem a taxa de mortalidade por medicamentos e interações medicamentosas e a desinformação do paciente em relação a correta utilização dos medicamentos e efeitos adversos contribui para o uso abusivo e ignorante de alguns desses fármacos, ou seja, leia bastante sobre o que você está prestes a tomar e o mais óbvio de todos, sempre pergunte ao seu médico em caso de dúvidas.


Observação pessoal: Vale a pena ler na íntegra o TCC da onde retirei informações da Syntia Policena Rosa que se graduou em farmácia na FACIPLAC aqui em Brasília, trazendo dados sobre interações medicamentosas e conformidade com a legislação.

Fonte:

Vinícius Magalhães

domingo, 23 de novembro de 2014

Qual seria o tratamento para o estagio inflamatório causado pela a obesidade?

Qual seria o tratamento para o estagio inflamatório causado pela a obesidade?


Já é um fato que o tecido adiposo é capaz de secretar hormônios (adipocinas). Mas qual seria a ligação da obesidade com as adipocinas? Nesse post baseado no artigo “obesidade e adipocinas inflamatórias; implicações praticas para a prescrição de exercício” discutiremos esse assunto, que tem como base a observação dos níveis de adipocinas em obesos submetidos há exercício físico e uma dieta com restrição calórica.
O Tecido Adiposo (TA) esta disposto em diferente locais do corpo, presente em dois lugares principais: subcutâneo e por diferentes depósitos viscerais além dos tecidos adiposos especificados como lifonodos, adipócitos mamários e células mãe da medula óssea. Dependendo da sua localização há uma especialização dos adipócitos. Pela a sua capacidade de secretar adipocinas o tecido adiposo afeta varias vias metabólicas.
Em pacientes obesos foi observado um nível elevado de citosinas em estado de inflamação. Isso ocorre, pois os adipócitos na presença de alterações fisiológicas aumentam a síntese de fatores relacionados à inflamação, esse estado inflamatório esta ligado a resistência a insulina e outras doenças relacionadas à obesidade. De acordo com o artigo “ is obesity an inflammatory condition”a obesidade é de fato o resultado de uma doença inflamatória.
Mas qual seria o motivo dessa relação? Existem três probabilidades de acordo com o artigo estudado. A primeira esta ligada na liberação a partir de órgãos que não o adiposo principalmente o fígado; a segunda explicação é que o tecido adiposo branco (TAB) libera elementos que auxiliam no estagio inflamatório e por fim os adipócitos é a fonte “chave” de muitos desses elementos inflamatórios. Logo o armazenamento desses elementos esta proporcionalmente ligada à quantidade de tecido adiposo branco no organismo.
Esses elementos inflamatórios são as adipocinas TNF- α e as duas mais sintetizadas e abundantes no tecido adiposo: a leptina e adiponectina. A leptina tem um efeito na função dos linfócitos T a partir da regulação da propagação de células envolvidas no sistema imune gerando um aumento na síntese de adipocinas pro- inflamatórias. A leptina estimula ou elimina a síntese das citosinas TH1 e TH2. O estudo “Leptin in the induction and progression of autoimmune encephalomyelitis” mostra que a leptina aumenta a vulnerabilidade a doenças, por aumentar a produção da citocina TL1 que sintetiza moléculas ativando macrófagos que estimulam o crescimento da célula T.
O TNF α é um polipeptídio produzido por macrófagos durante períodos de doenças. Esse hormônio é uma citosina pró-inflamatória que pode inibir a proliferação de células tumorais e ajudar na apoptose celular.  Em certas condições fisiológicas o tecido adiposo é capaz de produzir certa quantidade de TNF α, porém somente uma parte é sintetizada pelos adipócitos, a outra grande parte pode ser secretada por macrófagos que estão presentes no TA. A concentração desse hormônio esta diretamente ligado com o IMC, o aumento da massa corporal aumenta a quantidade de TNF-α.
E finalmente adiponectina, hormônio produzido pelo tecido adiposo, é envolvido na resposta inflamatória, regulação do balanço energético e no papel anti-inflamatório. Tendo relação com o aumento da sensibilidade a insulina e na inibição da inflamação vascular. A adiponectina existe em duas formas: a de alto peso molecular (parte intracelular da molécula) e a de baixo peso molecular (presente na circulação). Estudos revelam que a adiponectina possui um efeito vago, pois seu alto peso molecular pode gerar um efeito pró-inflamatório por auxiliar a produção de  IL-6, porem o baixo peso molecular ameniza a formação de IL-6 e auxilia na síntese de IL-1RA, beneficiando a ação anti-inflamatória. Ao contrario das outras adipocinas a concentração da adiponectina é menor em obesos.
A grande quantidade de tecido adiposo provoca aumento da produção de adipocinas gerando uma falha em diversas funções corporais. As adipocinas podem ter efeitos contrários no processo inflamatório. Existem as citocinas pró-inflamatórias (TNF-α e a leptina) e as anti-inflamatórias (adiponectina).
Durante o processo de redução de massa corporal em adolescentes obesos foi observado às mudanças em adipocinas pró e anti-inflamatórias. No inicio com a diminuição do tecido adiposo houve uma pequena redução dos níveis de TNF-α e após 24 semanas os valores dessas citocinas foram normalizados. Em pessoas obesas a uma maior concentração dessas adipocina acarretando no aumento de ácidos graxos liberados pelos adipócitos.
Mulheres obesas foram submetidas a exercícios físicos e dieta, tendo como resultado uma perda de 10% da massa corporal inicial, gerando a diminuição de adipocinas pró-inflamatórias e o aumento da adiponectina.
A adiponectina possui diversas funções como: antidiabética, antiflamatória, antiangiogênica e antitumoral. Tendo grande importância no câncer e em outras doenças relacionadas a sistema imunológico. Em pacientes com vários tipos de câncer foi observado baixas concentrações de adipocinas. A alta concentração de adiponectina faz com que o organismo tenha uma menor probabilidade de desenvolver diabetes melito do tipo 2, o que se espera já que esse hormônio em indivíduos obesos está reduzido e estão associados a diminuição do risco de infarto.
Existe uma relação entre a quantidade de TNF- α e a leptina. A  síntese de leptinas é estimulada por infecções e por citocinas pró-inflamatórias, como a TNF- α. Em adolescentes obesos há uma grande quantidade de leptina que esta ligada com o declínio de TH-2 (células de defesa) auxiliando patologias ligadas ao sistema imune. Há indícios que essa citosina pode esta ligada com o crescimento de células cancerígenas. As mulheres que realizaram exercício aeróbico de 30 a 45 min quatro vezes por semana juntamente com uma dieta de restrição calórica reduziram o nível de leptina.
Com isso diferentes praticas de exercício tem sido consideradas maneiras na prevenção e no tratamento da obesidade, auxiliando também na diminuição de processos inflamatórios, ou seja, redução na produção de TNF- α, leptina e outras adipocinas pró-inflamatórias e aumento na produção de adiponectina e outras adipocinas anti-inflamatórias.


Luisa Bernardes

Bibliografia: 

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1517-86922009000600012&script=sci_arttext


quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Obesidade Andróide X Obesidade Ginóide






                 Para classificar a obesidade andróide e a ginóide, observa-se a localização e a distribuição da gordura corporal.
A obesidade andróide ocorre quando o paciente a apresenta uma forma corporal tendendo a uma maçã. Esta relacionada com uma maior deposição de gordura visceral e se relaciona intensamente com o alto risco de doenças metabólicas e cardiovasculares, conhecida como síndrome Plurimetabólica. Nota-se que há uma quantidade maior de células adiposas na região abdominl e torácia, comumente ocorrida no sexo masculino. A gordura quando localizada no abdome provoca o aumento do fluxo de ácidos graxos livres, triglicerides e colesterol para o coração,  aumentando o risco de entupimento de artérias e veias.
                 A obesidade ginóide ocorre quando a deposição de gordura predomina no quadril e nas coxas fazendo com que o paciente apresente a estrutura corporal semelhante a uma pêra. Está diretamente associada a um risco maior de varizes e artrose, sendo mais comum em mulheres.
                 Para se determinar o risco cardíaco em relação ao acumulo de gordura no abdome é medida cintura/quadril. O valor da circunferência da cintura (altura do umbigo) dividida pelo valor da circunferência do quadril (altura das nádegas). Se o resultado for superior a 1 para homens ou 0,8 para as mulheres, indica que há excesso de gordura abdominal e isso pode significar um risco a saúde, à exemplo, doenças coronárias. A gordura abdominal também pode estar associada ao diabetes tipo 2, principalmente a visceral.
É aconselhável previnir o ganho excessivo de peso durante toda a vida afim de obter uma melhor qualidade de vida e previnir graves doenças.

                             Caroline Vieira


Fontes:
http://www.vivaplenamente.net/os-tipos-de-obesidade/ 
http://www.abcdasaude.com.br/endocrinologia/obesidade

http://paulafisiodermato.blogspot.com.br/2009/03/obesidade-androide-x-ginecoide.html