terça-feira, 25 de novembro de 2014

Plantas medicinais utilizadas no tratamento da obesidade

A demanda de pacientes que procuram uma maneira alternativa de se tratar a obesidade vem crescendo sem dúvida (principalmente no Brasil, onde sempre há a opção de aplicar o ˜jeitinho brasileiro˜) e pode ser tão efetivo quanto à um fármaco produzido em laboratório desde que seja prescrito por um nutricionista ou médico especialista o uso dessas plantas medicinais que auxiliam na perda de peso.

A tabela completa apresenta 59 espécies de fitoterápicos (alguns deles necessitam de prescrição médica por decreto da ANVISA e outros não), citarei alguns dos mais interessantes:





  •  Kochia scoparia: Retarda a absorção intestinal de gordura.






  • Vitis vinifera: Ação inibitória sobre enzimas que metabolizam gordura, sugerindo a possível utilização para limitar a absorção de gordura e acúmulo da mesma no tecido adiposo. (o que se usa são as sementes da uva e não o fruto).




  • Panax ginseng: Redução do peso corporal e ingestão alimentar e efeitos benéficos sobre o metabolismo da glicose e controle de peso corporal.






  • Hoodia gordonii: Redução de 50% a 60% de apetite. 








  • Cynara scolymus L.: Atividade anti-lipidêmica, retarda o esvaziamento gástrico.





LEMBRE-SE: Esses medicamentos fitoterápicos devem ser prescritos e ministrados por médicos especialistas na área.


Vinícius Magalhães

Interações medicamentosas

A interação medicamentosa acontece quando os efeitos e/ou a toxicidade de um medicamento é de alguma forma alterado pela presença do outro. Os resultados podem até ser positivos em alguns casos, causando o aumento da eficácia de alguns, mas também podem ser bastante negativos, inativando um deles, causando algum tipo de toxicidade ou idiossincrasia (condição única do paciente, logo você estaria piorando a sua doença de um jeito individual). Cerca de 50 a 70% das interações podem ser previsíveis e podem ser prevenidas.

Alguns exemplos citados no artigo sobre fármacos que podem agravar ou acarretar em doença grave são: 


  • Hormônios da tireóide: Produz uma diminuição significativa de peso por aumento do metabolismo, pode causar hipertireoidismo (que é necessário para perder peso), mas pode causar um quadro de tirotoxicose no paciente, tornando-o o tratamento mais complicado e arriscado, além de provocar um aumento de contração cardíaca e os possíveis riscos dessa alteração.
  • Diuréticos: Podem provocar hipopotassemia (liberação do potássio pela urina) o que pode causar quadros graves expondo o paciente a uma toxicidade relativamente alta.
  • Componentes vegetais: Em associação com anorexígenos podem associar o efeito laxativo de alguns vegetais e a capacidade de saciedade devido a retenção de água dentro do estômago. A cáscara sagrada é um clássico e ótimo vegetal com atividade terapêutica laxativa.

No Brasil existem poucos estudos que informem a taxa de mortalidade por medicamentos e interações medicamentosas e a desinformação do paciente em relação a correta utilização dos medicamentos e efeitos adversos contribui para o uso abusivo e ignorante de alguns desses fármacos, ou seja, leia bastante sobre o que você está prestes a tomar e o mais óbvio de todos, sempre pergunte ao seu médico em caso de dúvidas.


Observação pessoal: Vale a pena ler na íntegra o TCC da onde retirei informações da Syntia Policena Rosa que se graduou em farmácia na FACIPLAC aqui em Brasília, trazendo dados sobre interações medicamentosas e conformidade com a legislação.

Fonte:

Vinícius Magalhães